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sábado, abril 13, 2024
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O mundo pede paz para Israel – Parte final

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Um Brasileiro com alma Israelita. Lior Vilk relata como é viver em Israel e que não seria utópico o fim dos conflitos em Gaza se a maior arma do mundo fosse usada de verdade: o Amor

Sobre a guerra todos ja sabem, mas ouvir quem viveu ali e sente na pele todas as rebarbas deste conflito humanitário nem todos pararam para ver.

 

O RJ4, conversou com o brasileiro Lior Vilk – adotado por um família israelense- que viveu até meses atrás em Tel Aviv e regressou para o Brasil.

Em uma conversa forte, emocionante e cheia de revelações, Lior demonstra ser sensato. Pelo seu olhar, vemos como era a vida lá e como a solução para o fim de tanta dor seria simples se não houvesse tanta teimosia e interesse das partes envolvidas.

 

“Eu morava no centro de Israel, numa cidade próxima a Tel Aviv. Eu trabalhava em empresa onde tinham funcionários tanto da faixa de Gaza, quanto da palestina no oeste de Israel ou até árabes que moram em Jerusalém. O nosso dia a dia era completamente normal. A gente dava risada, existia respeito entre todos.” – relembra Lior.

 

Lior revela um lado de Israel que não é mostrado pelo mundo.

A população árabe conta com 20% da população inteira em Israel e francamente, vivemos muito bem!! O problema são os políticos que botam preconceito e ódio através das mídias.

Eu falo que nós estamos vivendo bem porque é o centro do nosso país porém, existem áreas onde o governo devia investir e não investe, talvez por ser cidade árabe. Assim eu sinto. Porém o centro do país é de todos e la nunca senti nada de errado. Em cenas de conflito com a faixa de Gaza, já vi o sinal nazista na entrada do banheiro de onde eu trabalhava. Então coisas acontecem e existe sim preconceito e ódio mas não é todo mundo e não tem como culpar todos por ação de racistas ou uma minoria que quer tirar a nossa paz. Porém, tem uma coisa que me perturba sim: “nagba dia”, dia que eles descrevem como o dia onde nos assassinamos todos eles. Tipo holocausto. É o que eles aprendem nas escolas. Agora como alguém cresce e age quando colocam na cabeça dele desde criança sobre o nagba?
A vida em Israel é vida boa! Somos liberais, aceitamos todos! Eu como gay sinto super de boa! Com todos. Não vejo nem sinto preconceito. Inclusive porque, o centro de Israel nao é um lugar de guerra e todos vem pra trabalhar e conseguir ter vida digna.”

 

O pós ataque atingiu todo o mundo. Com Lior não foi diferente. Ele nos conta sobre familiares e amigos que ficaram lá a mercê do conflito.

 

“Meus pais, irmãos, sobrinhos, tios e amigos moram em Israel. Parte dos meus amigos foi convocado pra servir no exército por conta da guerra.
Meus pais estão trancados no quarto blindado que temos em casa. A realidade é tão triste, que hoje é obrigatório ter quarto blindado em toda área residencial ou comercial, para que possamos nos proteger.
Graças a Deus até hoje nada de ruim aconteceu com a minha família. Alguns dias atrás, caiu um Missel no prédio da minha tia, eu achei que caiu onde meus pais moram. Eu  quase morri aqui tentando ligar, mas graças a Deus todos estão bem.
O mais difícil é as crianças que estão aprendendo uma nova e triste realidade.
Perguntei mil vezes se meus pais querem vir aqui para o Brasil, mas os dois recusam. Se trata dos filhos da geração do holocausto e são extremamente patriotas. É ou viver ou morrer pelo único pedaço de terra que temos. Eles se recusam sair de Israel” – revela Lior emocionado.

 

Um coração dividido entre a Pátria que o acolheu e a que nasceu – arquivo pessoal

 

Ao falar do Hamas ele demonstra sapiência ao relatar os reais motivos do grupo terrorista em sempre atacar os israelitas.

 

“O hamas diz, que não sabiam do festival ( a Rave Universo Paralelo) e que os terroristas descobriram do festival quando entraram em Israel. Eles chegaram e atiraram em todos- seja judeu, muçulmano, cristão, gays brancos,negros…nos olhos deles não há diferença porque o método é assassinar. Crianças, mulheres, velhos, deficientes…todos nós somos pecadores nos olhos deles.” – relata com pesar Lior.

 

Perguntado sobre a possibilidade de por fim a guerra entre palestinos e israelenses, Lior enfatiza que não seria impossível, porém um milagre definitivo chamado “Amor ao próximo” seria a cura para tantos conflitos e dores.

 

“Acabar com a liderança do Hamas e ajuda a colocar la o governo palestino do oeste de Israel e também investir na faixa para que os moradores de la entendam que se dá pra ensinar ódio, também dá pra ensinar amor seria a melhor solução.

 

Perguntado sobre sí mesmo, Lior se define :

Acredito em lendas, sou fã do amor ao próximo e aqui não mora ódio nem preconceito. Eu acredito na igualdade total. Sou um cara que não vê maldade em nada, uma pessoa mega sensível que ainda acredita no amor. Devido a nossa realidade é difícil, mas por enquanto consigo ver o amor como a maior arma para conseguirmos a paz”

 

Ao final da entrevista, perguntamos a Lior se voltaria a viver em Israel:

 

“Tenho 38 anos, nasci no Brasil e fui levado pra adoção por um casal de israelenses e agora estou de volta em São Paulo, onde me sinto em casa. Não me vejo voltando pra Israel. Amo Israel mas aqui me sinto em casa.” – finaliza ele.

Para nós brasileiros que estamos de longe de todo esse conflito e sem familiares envolvidos ja doi ver as cenas de terror mostradas a todo instante. E é um acalanto ver que alguém como nosso entrevistado, mesmo vivendo a constante ameaça aos que ama em Israel, ainda tem um coração livre do ódio que impera num solo sagrado para toda humanidade.

Em uma guerra todos perdem. Não há ganhadores.

 

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Cristiane Braga
Cristiane Braga
Coordenadora da Redação do Portal RJ4,Jornalista ,Produtora de Eventos,Tv e Rádio, Cris é uma carioca apaixonada pela profissão e pelo Carnaval. Atua no setor desde 1994, quando tinha apenas 15 anos e descobriu sua vocação. Formada desde 2001 pela UGF como Bacharel em Comunicação Social. Além dos afazeres jornalísticos, ela é Manager da Cris Mattos Assessoria de Comunicação

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