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Em busca de um parto humanizado, cada vez mais gestantes procuram por Doula

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Engana-se quem pensa que parto humanizado é aquele na água, na banheira, em casa, sem médico. Parto humanizado é aquele parto respeitoso e tem a ver com a assistência que será dada.

“O parto humanizado nada mais é do que resgatar a capacidade dos nossos corpos, que “nos foi tirada”, deixando o protagonismo da mulher de lado, em prol da comodidade dos médicos”, afirma a Doula Thayna Menezes.

Segundo a Doula, é justamente preconizar o respeito pelas vontades da mãe, pela autonomia dela, dando a ela seu papel de protagonista do parto. Muita gente tem medo do parto humanizado achando que ele é feito de qualquer jeito e baseado em achismos. Mas é justamente o contrário. Nada é feito sem respaldo técnico ou colocando a mãe e o bebê em risco desnecessário. Não existe humanização sem segurança. O parto humanizado não é um tipo de parto nem um modelo determinado a um lugar (porque ele pode acontecer em qualquer lugar inclusive), ele tem a ver com a assistência que será dada, deixando que a mulher assuma seu protagonismo, respeitando esse processo natural e fisiológico e a equipe estará ali assistindo e só intervindo quando realmente for necessário, se for necessário. Essa assistência respeita a fisiologia, de forma segura onde se sabe a hora em que ultrapassar o limite pode tornar arriscado.

Ainda de acordo com Thayna, quando se fala que quer o parto normal, mas não precisa ser humanizado, na verdade essa pessoa (sem saber) está dizendo que aceita uma assistência cheia de intervenções desnecessárias (ou seja, condutas excessivas e perigosas com o intuito de apressar aquele parto, que pode trazer consequências graves tanto para mãe quanto para o bebê) e até mesmo violência obstétrica e violências neonatais também. É importante entender que o parto humanizado pode sim ter intervenção, mas desde que ela seja realmente necessária. Então, não é só o parto natural que é humanizado, o parto normal também pode e deve ser humanizado. Parto humanizado nada mais é que respeito! “Tem a ver com segurança e respeito tanto para a mãe como para bebê”. Diz Thayna Menezes, Doula.

A Doula é um “item” indispensável do enxoval, para quem deseja um parto humanizado.

A palavra Doula, vem do grego “mulher que serve”. Servir no sentido de estar entregue.

A Doula é uma profissional especializada no cuidado da mulher (emocional e físico) durante a gestação, parto e pós-parto. Capacitada para realizar acompanhamento do período gravídico-puerperal com a gestante, passando para a mulher e seu acompanhante todas as informações para que ela consiga um parto positivo e respeitoso. Ainda durante a gestação, utiliza ferramentas terapêuticas para superar ansiedades, medos e/ou histórias, que de alguma forma possam interferir no momento do parto. E durante o parto, presta suporte emocional e física, ajudando a mulher a passar pela sensação de dor, com métodos naturais como aromaterapia, exercícios, massagens, etc.

Após o parto, auxilia nos cuidados com o recém-nascido, cuidados com a mulher no pós-parto, amamentação, aspectos emocionais e todas as transformações envolvidas nesses momentos.

Esses são os resultados de uma revisão sistemática do grupo Cochrane sobre a assistência da Doula:

 

– Reduz em 50% as taxas de cesárea.

– Reduz os pedidos e o uso de analgesia.

– Reduz a duração do trabalho de parto.

– Reduz o uso de ocitocina, o uso de fórceps.

– Redução no número de bebês com APGAR baixo.

– Aumento de sucesso na amamentação.

– Melhora/Satisfação na experiência de parto.

– Benefícios emocionais e psicológicos para mãe e bebê.

 

“O maior objetivo da Doula é que a mulher tenha de fato uma experiência profunda, transformadora e mais positiva possível. Que ela seja respeitada e vista como a real protagonista do parto”, diz, Thayna Menezes.

 

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