26 C
Rio de Janeiro
terça-feira, fevereiro 27, 2024
CasaEditoriasCultura / Artes"Quero Minha Escola de Volta", livro infanto-juvenil do escritor Clovis Levi, com...

“Quero Minha Escola de Volta”, livro infanto-juvenil do escritor Clovis Levi, com ilustrações de Ana Biscaia, mostra o isolamento social na pandemia pelo olhar de uma criança

Data:

Notícias relacionadas

spot_imgspot_img

O autor trata da visão de uma menina, de forma lúdica e emocionante, chamando a atenção para os novos costumes e as relações familiares.

O escritor e autor teatral Clovis Levi apresenta o livro “Quero Minha Escola de Volta”, com ilustrações de Ana Biscaia, contando de forma emocionante, bem humorada e, às vezes, delirante, o que acontece com Maya, uma menina de oito anos, nos tempos da covid, e mostra as consequências do seu forçado afastamento da escola e dos amigos.

Com o isolamento social e as escolas fechadas, as crianças ficaram em casa, e muitas vezes os pais não sabiam o que fazer para entretê-las. Clovis Levi mostra que a criança é um ser em desenvolvimento, e que o seu desenvolvimento é muito rápido nessa fase. Para ela tudo é novidade, tudo é experiência.

“Quero Minha Escola de Volta” pode ser vista como uma experiência vivida pelo público infanto-juvenil, que sofreu diversos impactos negativos, não apenas na aprendizagem, mas no aspecto sócio emocional causado pelo isolamento social e distanciamento escolar. É uma obra indicada para crianças e adolescentes, e também para todas as outras idades, pela sutileza, pela forma lúdica e emocionante que Clovis Levi encontrou para tratar do tema.

A dupla Clovis Levi e Ana Biscaia recebeu, esse ano, o Prêmio da Feira de Bolonha – “The Braw Amazing Bookshelf”, com o livro lançado em Portugal, O Retrato (aquilo que não se vê). Ana Biscaia já conquistou o Prêmio Nacional de Ilustração de Portugal com o livro de Clovis Levi “A cadeira que queria ser sofá”.

Indicado para crianças de oito anos em diante, “Quero minha escola de volta” fala sobre a personagem Maya que entra em depressão durante a covid, vira azeitona para voltar ao útero materno, fica toda cinza e enfrenta, ao mesmo tempo, o Deus do Medo e a Deusa da Curiosidade. Com tanta saudade da escola, sem poder brincar com as amigas, Maya chama a atenção para os novos costumes, emoções surgidas com o novo convívio familiar, com passagens bem-humoradas e também tristes, como:

“E beijo-de-cotovelo, mãe?! Beijo-de-cotovelo?! Coisa mais maluca, pai!”

“Confinamento, quarentena, isolamento, home office, on-line, lockdown, take-away, faceshield (que Maya chamava de “fez xixi”) – uma porção de palavras novas na cabeça da menina”.

“Dava até a impressão de que o planeta, no desamparo, estava diminuindo de tamanho, ficando todo encolhidinho na Via Láctea”.

“… eu não sabia que gostava tanto de ir pra aula…”

Comentários

Inscreva-se

- Nunca perca uma notícia com notificações ativas

Últimas notícias

spot_img