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Cia. Cerne retorna aos palcos com espetáculo sobre o líder da Revolta da Chibata

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Turmalina 18 – 50 celebra a história do Almirante Negro, João Cândido, marcante na luta por igualdade racial no Brasil, e combate o apagamento de sua memória.

Turmalina 18-50 volta aos palcos para homenagear a memória do principal líder da Revolta da Chibata (1910), João Cândido, destacando o tempo em que o Almirante Negro (como é chamado na música “Mestre Sala dos Mares”, de Aldir Blanc e João Bosco, imortalizada na voz de Elis Regina), viveu em São João de Meriti (RJ), cidade sede da companhia. Com apoio do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro e do Teatro Gláucio Gill, a peça poderá ser vista de 3 a 25 de agosto, no Teatro Gláucio Gill (quartas e quintas-feiras, às 20h).

Com pesquisa de Luiz Antonio Simas, supervisão de Rodrigo França e texto e direção de Vinicius Baião, a montagem carrega em seu título o último endereço onde viveu João Cândido Felisberto – Rua Turmalina, Lote 18, Quadra 50 – e refaz os caminhos percorridos pelo líder como forma de celebrar sua história e combater o apagamento de sua memória. Sua relação com as águas é tratada de maneira poética e simbólica, evocando a marinha, a pesca, os portos e também São João Batista, santidade católica que instituiu o batismo pelas águas e que margeia a vida de João, nascido no dia consagrado ao santo e residente, a maior parte de sua vida, em uma cidade cujo nome é em homenagem ao padroeiro. Outra relação traçada pela peça é a possibilidade de caminhos dados pelas encruzilhadas, em uma referência direta a sua terra natal, Encruzilhada do Sul, na região do Vale do Rio Pardo (RS).

Turmalina 18-50 – FOTO Stephany Lopez.

O espetáculo, contemplado pelo edital Rumos Itaú Cultural e pelo Prêmio Arcanjo de Cultura, em São Paulo, relembra os abusos sofridos pelos marinheiros negros até a primeira década do século passado, exalta a Revolta da Chibata, marco na luta por igualdade racial no país, denuncia o esquecimento intencional a que esta revolta e suas consequências foram submetidas, e apresenta os últimos dias de João Cândido, um herói nacional pobre e esquecido, numa rua de terra na Baixada Fluminense.

Morto em 1969, apenas em 2008, João Cândido teve a anistia concedida pelo governo brasileiro, mesmo ano em que se inaugurou uma estátua em sua homenagem, na Praça XV, na capital carioca. Por conta do cinquentenário de morte, em dezembro de 2019, passou a integrar o Livro de Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro, e o Livro de Heróis de São João de Meriti. Falta ainda sua inclusão no Livro de Heróis da Pátria, cujo projeto de lei segue tramitando. Desta forma, celebrar sua história é também ação de reparação histórica consigo e com o próprio país.

 

Serviço:

 

TURMALINA 18 – 50.

3 a 25 de agosto.

Quartas e quintas-feiras, às 20h.

Teatro Gláucio Gill.

Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana, Rio de Janeiro.

Ingressos: inteira: R$ 30,00 / meia entrada: R$ 15,00.

Classificação indicativa: 12 anos.

Duração: 80 minutos.

Informações: ciacerne@gmail.com

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