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segunda-feira, maio 20, 2024
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“Patrícia Acioli, A Juíza do Povo” tem hoje sua Pré-Estreia

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Assassinato de magistrada por PMs em Niterói completa 11 anos com documentário com trilha sonora de Arnaldo Antunes

O crime que chocou o país, afrontou a democracia e a independência do Poder Judiciário, colocou na prisão 11 policiais militares, inclusive o comandante do batalhão de São Gonçalo. O assassinato da juíza Patrícia Acioli, completa 11 anos hoje e será revivido com a pré-estreia para convidados do documentário “Patrícia Acioli, a juíza do povo”. O filme resgata personagens e memórias, traz imagens e histórias inéditas sobre a magistrada morta em 2011, por PMs do 7º BPM (São Gonçalo), em Piratininga, Niterói, onde morava.

 

O longa-metragem tem roteiro e direção do jornalista Humberto Nascimento,primo da juíza e música-tema “O Real Resiste”, do cantor e compositor Arnaldo Antunes. “Patrícia Acioli, A Juíza do Povo” foi um dos projetos vencedores do 2º Edital de Fomento ao Audiovisual da Prefeitura de Niterói, patrocinadora do projeto, da Secretaria de Cultura de Niterói e da Fundação de Artes de Niterói (FAN).

O prefeito de Niterói, Axel Grael fala sobre do Documentário:

“Não há caminho para o desenvolvimento pleno de uma sociedade que não passe pela preservação de sua história e valorização da cultura, daí a importância do documentário, que registra a trajetória da Patrícia Acioli, uma pessoa que cumpriu sua missão, que lutou por justiça, por uma sociedade mais equilibrada e civilizada. Não podemos deixar cair no esquecimento o legado desta juíza, brutalmente assassinada ao exercer com firmeza sua função no combate ao crime organizado e às milícias”, destaca ele.

O filme terá sua Pré- estreia as 18hs na Sala Nelson Pereira dos Santos, no bairro São Domingos, em Niterói com exibição somente para convidados.

Relembrando o crime

 

Cenas inéditas do filme

 

Titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, Patrícia Acioli combatia com rigor a criminalidade na cidade, incluindo grupos de extermínio formado por PMs do 7º BPM, que forjavam autos de resistência para legitimar suas execuções, muitas de pessoas inocentes. Insatisfeitos com a atuação da magistrada, os 11 PMs que foram condenados pelo assassinato, tramaram sua morte.

Os policiais militares envolvidos no assassinato da juíza  foram condenados e estão presos. Desses, nove eram praças e foram expulsos pouco tempo depois de serem julgados. No entanto, 11 anos depois do crime, o tenente Daniel Benitez, e o tenente-coronel Claudio Oliveira, ambos condenados a 36 anos de prisão pelo assassinato, permanecem na PM. Daniel Benitez cursa Medicina e ganha R$ 10 mil por mês. Já o coronel Claudio recebe um soldo de R$ 54 mil.

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