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segunda-feira, maio 20, 2024
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Hemocromacrose X intoxicação por ferro entenda a diferença.

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Hemocromacrose é uma doença genética em que há excesso de ferro no organismo, favorecendo o acúmulo deste mineral em diversos órgãos do corpo e o surgimento de complicações como cirrose do fígado, diabetes, escurecimento da pele, insuficiência cardíaca, dores nas articulações ou disfunção das glândulas sexuais.

O organismo humano não possui mecanismo fisiológico de excreção de ferro. Contudo, quando os níveis plasmáticos de hepcidina estao elevados, o ferro absorvido via alimentação fica retido no enterócito, sob a forma de ferritina.

Hepcidina é um peptídeo produzido principalmente pelos hepatócitos, e através de sua ligação com a ferroportina, regula a absorção de ferro no duodeno

Enterócito é um tipo de célula epitelial da camada superficial do intestino delgado e intestino grosso.

A ferritina é uma proteína produzida pelo fígado. Sua função normal é estocar moléculas de ferro para subsidiar a produção normal de glóbulos vermelhos do sangue, visto que o ferro é fundamental na produção destas células.
O ferro absorvido no intestino é estocado no fígado, “empacotado” em uma proteína chamada ferritina. Quando temos níveis baixos de ferritina, significa que os nossos estoques de ferro estão baixos. Geralmente, da quantidade total de ferro existente no nosso corpo, metade fica dentro das hemácias e metade estocada em forma de ferritina. Ainda há uma pequena fração ligada à transferrina, uma proteína que transporta o ferro dos estoques em direção à medula óssea, onde são produzidas as novas hemácias.  Geralmente, adultos saudáveis não precisam de muito ferro na dieta, pois o ferro já presente no organismo é constantemente reciclado. Quando uma hemácia torna-se velha e é destruída (mais ou menos com 120 dias de vida), o seu ferro é captado pela transferrina e levado de volta à medula óssea, sendo reaproveitado na formação de uma nova hemácia. Portanto, são precisos muitos anos com uma baixa absorção de ferro para que haja uma deficiência nos estoques corporais. A transferrina é uma proteína principalmente produzida pelo fígado e que tem como principal função transportar o ferro para a medula, baço, fígado e músculos, mantendo o bom funcionamento do organismo.

O excesso de ferro no sangue pode acontecer devido à anemia prolongada, transfusão de sangue constantes, alcoolismo, talassemia, uso excessivo de suplemento de ferro ou hemocromatose, que é uma doença genética que leva ao aumento da absorção de ferro no intestino, que pode levar a mudanças no tom da pele.

talassemia é uma forma de anemia crônica, de origem genética (hereditária), ou seja, passada dos pais para os filhos.

Então agora você sabe que antes de sair tomando suplementos  ou se auto diagnosticando com anemia ferropriva , você tem que procurar um médico para que seja feito o diagnóstico correto dos seus sintomas. Juntos médicos e nutricionistas  irão cuidar da sua saúde.

Fonte: Internet

Gilmarcos Marques Lima – Graduando em nutrição e pós graduando em nutrição oncológica

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