Chegar na hora, bater o ponto, colocar Headset, logar e atender em média 200 ligações por dia. Parece fácil e ao mesmo tempo enfadonho, mas a verdade é que a rotina de uma profissional do Telemarketing vai além disso.
Neste domingo(4) é comemorado o dia Nacional do Operador de Telemarketing. O Portal RJ4 resolveu contar o que acontece do outro lado da linha.
Você sabe o que faz um Operador de Telemarketing? O Operador de Telemarketing faz a comunicação com o cliente por meio de uma conversa telefônica. Ele faz esse atendimento com o objetivo de esclarecer dúvidas, registrar informações e ofertar produtos ou serviços.
Telemarketing é a profissão que mais abre oportunidades de emprego no país e, que não tem restrição de idade ou conhecimento. Todos podem ter uma chance nesta área, basta ter paciência, simpatia, disposição para ficar 6 horas e meia atendendo ligações sem parar, e muita resiliência para encarar os mais infinitos xingamentos, estresse e as perguntas mais absurdas de clientes.

O salário de um operador gira em torno de um salário mínimo, além de benefícios dados pela empresa.
Campeões em reclamações, as centrais de atendimento escondem a realidade do operador. Muitos atendem mal não porque desejam, mas por trabalhar em condições precárias, com equipamentos ruins e sem poder repassar ao cliente as informações precisas ou soluções imediatas devido orientação que recebem das empresas para qual trabalham.
Por trás da ligação existem trabalhadores como eu e você. Pessoas que ali constroem laços de amizade para vida toda. Que tentam dar seu melhor para resolver o problema do cliente.
“Podemos mudar isso com o nosso dia a dia, buscando nos especializarmos cada vez mais e mesmo diante de toda tecnologia que vem ganhando espaço no ramo, nada substitui a empatia e humanização nos atendimentos.” – nos relata Paulo -Consultor de Treinamento.

Paulo Henrique Fernandes, nosso personagem da matéria, é um carioca de 33 anos, quinze deles vividos dentro de uma operação de telemarketing. Ele é um exemplo de que se você levar a profissão a sério pode seguir carreira, formar valores e agregar conhecimentos sentado em uma P.A (Posto de Atendimento).
Paulo iniciou a carreira como Operador. Se tornou Multiplicador, Supervisor e hoje é Consultor de Treinamento de uma das maiores do ramo no Brasil. Todos os cargos foram na mesma empresa, onde ajudou com sua simplicidade e boa vontade a formar uma legião de atendentes com excelência.
Ao falar com nossa reportagem sobre o tema, ele ressaltou o quanto valeu a experiência de ter entrado nessa área e não mais ter saído:
“O que me levou ao telemarketing como quase que todos foi a falta de oportunidade para aqueles que não possuem experiência. De início estranhei todo aquele ritmo acelerado, mas logo me adaptei e me encontrei em gestão de pessoas”. – finaliza ele.
Se depois desta matéria você se interessou em entrar na área, se prepare porque tudo que menos há na vida de um operador é monotonia.
Reportagem Especial : Cristiane Braga
Imagens: Arquivo Pessoal
**Esta repórter também já teve seus dias de operadora e, dedica essa matéria aos exs colegas e á todos profissionais de Telemarketing do Brasil.
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