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150 animais silvestres resgatados na Baixada Fluminense em 2021

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Cortados pela Serra dos Órgãos ou pela Reserva Biológica de Tinguá, os municípios de Magé, Guapimirim, Nova Iguaçu e Duque de Caxias registraram mais de 150 resgates de animais silvestres, ocorridos quase sempre em áreas urbanas, nos seis primeiros meses de 2021. Só nas três primeiras cidades citadas, o aumento deste tipo de ocorrência variou entre 30% e 300%. Há casos, como por exemplo, de um jacaré encontrado dentro de um galinheiro, uma coruja no telhado de uma escola e de uma paca resgatada em uma residência.

Segundo guardas ambientais da Secretaria de Meio Ambiente de Magé, responsáveis pelos três resgates, a paca estava ferida no focinho, e provavelmente procurou abrigo em uma casa para fugir de caçadores.O último bicho encontrado no município foi um tamanduá. Ele foi localizado, há duas semanas, embaixo de um carro, no bairro de Mauá. Na maior parte dos casos, as denúncias dando conta da existência de animais silvestres em áreas urbanas foram recebidas pelo disque-crime ambiental, que funciona no número 2647-1242, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

Para Gerlane de Souza Costa, bióloga e agente da guarda ambiental, o aumento de ocorrências de resgate independe de se estar no inverno ou no verão.

— A estação não interfere no aparecimento dos animais. Geralmente, eles saem do habitat natural fugindo de algo como fogo, devastação, caçadores ou quando estão a procura de comida — disse.

Segundo Marcelo Farias, diretor de fiscalização e chefe da guarda ambiental, além do resgate de animais, o trabalho dos agentes inclui ainda a desativação de armadilhas deixadas por caçadores em área de proteção ambiental. Nesta terça-feira, pelo menos três delas, próprias para capturar caranguejos, foram desativadas no Parque municipal Natural Barão de Mauá, por Adei mantos Carlos, que trabalha na gestão do parque e inspecionava a reserva ao lado de fiscais ambientais. localizado no Bairro Ipiranga, às margens da Baía de Guanabara e considerado um dos berçários da fauna marinha, o local tem cerca de 116 hectares de área de mangue.

Em Magé, desde o início do ano, foram resgatados 93 animais silvestres, índice 30% maior do total registrado no mesmo período de 2020.
A caça, o transporte e o comércio de espécies da fauna silvestre no Brasil, sem autorização ou licença, é considerada crime ambiental , com pena prevista de seis meses a um ano de detenção, além de multa. Mesmo assim, não é raro o resgate de animais silvestres feridos em áreas de proteção ambiental. Em Nova Iguaçu, a Secretaria municipal de Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo resgatou 40 espécies da fauna silvestre, entre janeiro e junho deste ano, incluindo pássaros, gambás, capivaras, micos e tartarugas.
O número é 300% superior ao registrado no mesmo período do ano passado na cidade. Em Guapimirim , segundo Marcos Vinicius Silva de Castro, coordenador da guarda ambiental do município, foram resgatados 17 animais nos seis primeiros meses deste ano. Entre eles estão saguis, socós e corujas. Segundo Castro, o telefone 2020-7123 funciona como disque-resgate, no horário comercial em dias úteis e também aos sábados e domingos.
Já em Duque de Caxias, a Prefeitura informou que dez animais foram resgatados e colocados em liberdade este ano. De acordo com os municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Magé e Guapimirim, após um primeiro atendimento, animais resgatados que necessitem de atendimento mais especializado são levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Seropédica, para o centro veterinário do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso) ou para atendimento na Ong S.O.S Vida Silvestre, que fica em Cachoeiras de Macacu.

Fonte: Extra

 

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