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Filhos gerados no coração – A adoção no Brasil ( parte final)

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Do outro lado da história temos o jovem Eduy Santos Souza , da cidade de Jaru em Rondonia
Ele é mais um filho que esta nas redes sociais em busca de suas origens, e descobrir quem é sua família biológica.
Conhecemos o personagem através do grupo Busco Minha Família- trabalho voluntário do Facebook, por intermédio da moderadora Ana Maria.
A história de vida deste jovem ,que hoje completa 34 anos, não foi nada fácil. Encontrado com 2 para 3 anos em via expressa local, ele foi levado para a casa de um dos policiais que o resgatou. Infelizmente a esposa do homem não aceitou a presença do menino. Ela o tratava mal, fazia todo tipo de bullying e maldade para aquele indefeso menino, dando-lhe até sabão para comer certa vez.
Enfim, o.policial resolveu da-lo em adoção a uma familia digna que pudesse dar a ele a proteção familiar que ele não havia achado em seu lar.
A sua hoje avó paterna soube que os vizinhos tinham uma menino para adoção e informou a nora.
Criado enfim em um lar estruturado, com mais quatro irmãos o jovem Eduy ainda não se sentia feliz.
Hoje ele é casado e se tornou um amoroso pai de cinco crianças. Esse lar que formou com sua companheira reforçou ainda mais o desejo de saber de onde veio, pois as duvidas que pairavam em sua mente desde que soube não ser filho natural do casal que o criou voltou com força.

Crescer sem saber de onde vim, com quem pareço é dificil. Quero olhar para minha familia e saber com quem pareço. Me identificar com alguém. Sentir que realmente faço parte de uma familia.”– desabafa Eduy.

Se sentir como ele é normal. Boa parte das famílias que adotam dão proteção, educação mais acaba faltando a ligação afetiva.
Umas por questões culturais ou educacionais e outras talvez por medo de se envolver emocionalmente e talvez um dia perder a criança para os pais biológicos se aparecerem.
O caso de Eduy é mais um na estatística dos adotados que são gratos por tudo que os que o criou deu, mas que não tem a proximidade que ele desejaria ter.
Mesmo crescendo assim, ele é um homem de bons sentimentos que não julga as atitudes de ninguém e que inclusive diz ja ter perdoado sua mãe , que supostamente foi quem o abandonou na rodovia.

Meu maior sonho seria encontrar minha mãe no meu aniversário.” – nos revela emocionado.

Várias pistas ja surgiram sobre sua familia, porém nada ainda de concreto foi confirmado. Até lá ele segue incansável na busca por suas raízes, confiante que breve poderá dar o abraço que tanto anseia em sua mãe, e poder apresentar aos filhos sua avó.
Vendo de perto a situação do nosso personagem, temos a certeza que todos que passam pelo processo de adoção devem ter assegurado direito de saber de onde vieram. Saber quem são, com quem se parecem. O porquê parou nessa situação serve para a valorização ainda maior da familia que os acolhe e o gerou no coração e, também, para que a criança possa um dia compreender os motivos pelo qual seus pais não o criaram.
Um fato que chamou atenção da nossa redação nessa reportagem foi uma frase forte de Eduy:

” Adotados não gostam de ser chamados de filhos adotivos.”.

Olhando pelo prisma dele entendemos.
Realmente quando o processo de adoção ocorre você ganha um filho. Não deve existir diferenciação entre os gerados no ventre e os que seu coração escolheu. Todos são iguais e merecem o mesmo amor e cuidado. Então se você tem algum amigo ou parente que passou por esse processo o trate com o grau de parentesco que adquiriram não pondo o ‘ adotivo” junto. Deixe o termo adotivo pra trás pós processo de adoção. Aceite, ame e multiplique afeto com essa vida que foi posta em seu caminho.

Quanto a Eduy, nos resta torcer para que ele logo nos dê a boa noticia que achou sua familia. E um agradecimento da nossa equipe por dividir sua historia e nos ensinar tantos valores com ela como gratidão, perdão, fé e sabedoria.

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Cristiane Braga
Cristiane Braga
Coordenadora da Redação do Portal RJ4,Jornalista ,Produtora de Eventos,Tv e Rádio, Cris é uma carioca apaixonada pela profissão e pelo Carnaval. Atua no setor desde 1994, quando tinha apenas 15 anos e descobriu sua vocação. Formada desde 2001 pela UGF como Bacharel em Comunicação Social. Além dos afazeres jornalísticos, ela é Manager da Cris Mattos Assessoria de Comunicação

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