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Violência no Rio: 44% dos homicídios são causados por forças policiais, aponta estudo

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Um levantamento do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI) da Universidade Federal Fluminense aponta que 44% dos homicídios registrados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro são decorrência de ação policial. Em todo o País, essa taxa é de 12%. O estudo foi publicado em março deste ano e foi conduzido pelo professor Daniel Hirata, do Departamento de Sociologia e Metodologia em Ciências Sociais (GSO-UFF).

“Antes dessas pesquisas, não existiam informações oficiais sobre as ações da polícia no estado do RJ para instruir o debate público na área de segurança. Começamos a formar uma base de dados sobre operações policiais, levantando informações desde o ano de 1981 até os tempos atuais. A ideia é fomentar a discussão com embasamento em evidências”, explica o docente.

Um exemplo desses homicídios ocorreu na manhã do dia 18 de março de 2020, quando policiais civis e federais foram até o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, em busca de criminosos. Naquele momento, o adolescente João Pedro Mattos, de apenas 14 anos, brincava com amigos na casa de um parente, alheio à grande operação que ocorria a apenas alguns metros. Momentos depois, os jovens ouviram disparos.

Naquele momento, segundo relatam moradores, João Pedro e os amigos correram instintivamente para encontrar um local da casa onde pudessem se refugiar, acreditando que, caso se afastassem do confronto que ocorria do lado de fora, estariam seguros. Mas não foi o que aconteceu.

O imóvel onde estavam os garotos foi invadido pela polícia, que acreditando que os moradores fossem parte do grupo que perseguiam, disparou mais de 70 vezes em direção à casa. Um dos tiros atingiu a barriga de João Pedro, que perdeu a vida naquela quarta-feira. Após mais de um ano do ocorrido, o caso permanece sem conclusão.

Nos EUA, casos de violência policial geram comoção e protestos

No mesmo mês em que João Pedro perdeu a vida, um caso de violência policial ocorrido nos Estados Unidos ganhou repercussão mundial: pessoas em diversos países foram às ruas protestar após a morte de George Floyd, cidadão negro asfixiado por um policial, em Minneapolis. Na semana passada, o guarda Derek Chauvin foi considerado culpado pelo assassinato de Floyd. A pena ainda não foi divulgada, mas pode chegar a 40 anos.

No Brasil, em novembro de 2020, às vésperas do dia da Consciência Negra, houve um outro caso semelhante. João Alberto Freitas, de 40 anos, foi assassinado espancado e asfixiado durante cinco minutos por dois funcionários do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, após uma discussão com outra funcionária. Até o momento, ninguém foi condenado.

Fonte: Band News

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